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PF deflagra 2º Fase da Operação Forja no Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro/RJ. Na tarde dessa terça-feira, 30/6, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Forja, com o objetivo de prender o foragido da primeira etapa da operação que chefiava a estrutura logística de produção e distribuição em larga escala de fuzis no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Na ação, policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de efetuarem a prisão em flagrante de um indivíduo que auxiliava o principal alvo na tentativa de se evadir da Justiça. Também foram apreendidos um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos.

Um dos foragidos preso na ação foi identificado como operador da estrutura logística de fornecimento de material bélico para uma das maiores facções criminosas em atuação no Rio de Janeiro. Ele já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis. Os crimes praticados pelo homem incluem organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

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O outro preso por força de mandado judicial estava foragido pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, além de também estar vinculado ao referido grupo criminoso que impõe domínio estruturado sobre diversas áreas do Complexo da Maré, por meio de intimidação, controle de acessos e supressão de direitos fundamentais da população local.

Por fim, o preso em flagrante responderá pelos delitos de favorecimento pessoal e organização criminosa majorada. A conduta de imposição de domínio social estruturado é tratada como circunstância agravante e elemento caracterizador da majorante de atuação em área dominada por organização criminosa.

A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para adoção das medidas de polícia judiciária, lavratura do auto de prisão em flagrante e registro formal da cadeia de custódia. Após os procedimentos, os presos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça.
 
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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