São Paulo/SP – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), mais uma fase da Operação Mujaki, destinada à repressão de crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil pela internet.
Na mesma data, a PF também participou da Operação Desmascarados, ação de âmbito nacional voltada ao combate desse tipo de crime, que contou com a participação da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado de São Paulo, reforçando a integração entre as instituições no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na capital paulista e em municípios da região metropolitana, expedidos pela Justiça Federal e pela Justiça Estadual.
Durante as diligências, foram localizados diversos dispositivos eletrônicos. A análise preliminar realizada pelas equipes periciais identificou, em parte do material apreendido, arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, resultando na prisão em flagrante de quatro investigados.
Os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia especializada para aprofundamento das investigações, identificação de possíveis outros envolvidos e localização de eventuais vítimas.
Os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, sem prejuízo da apuração de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo ‘pornografia’ ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões ‘abuso sexual de crianças e adolescentes’ ou ‘violência sexual contra crianças e adolescentes’, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.
Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal


























